A Importadora Moçambicana de Petróleos (IMOPETRO) garantiu esta quarta-feira (15) a disponibilidade de combustíveis nos quatro terminais oceânicos do País, assegurando que não há risco de escassez, apesar do impacto do conflito no Médio Oriente.
A informação foi avançada, em Maputo, pela directora de Operações da IMOPETRO, Abida Patel, durante o programa “Café da Manhã” da Rádio Moçambique.
Segundo Patel, Moçambique deixou de importar combustíveis a partir do Médio Oriente, devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, passando a recorrer a outros mercados, com destaque para a Índia. “Grande parte do combustível vinha do Médio Oriente, mas, devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, o fornecimento passou a ser feito a partir de outras praças, como a Índia”, explicou a fonte.
Apesar das alterações nas rotas de abastecimento, a responsável assegurou que o país continua a receber regularmente carregamentos. “Os navios continuam a chegar e há disponibilidade de combustível nos terminais”, afirmou Patel, apelando à calma da população.
A responsável desencoraja igualmente a corrida aos postos de abastecimento, assegurando não haver razões para pânico. “Não há razões para pânico. Os cidadãos devem abastecer normalmente, sem necessidade de açambarcamento”, disse.
A directora de Operações reconheceu que o conflito internacional afectou a logística de fornecimento, aumentando o tempo de transporte. “Se antes o transporte levava cerca de 15 dias, agora pode levar mais 10 dias”, referiu.
Ainda assim, garantiu que eventuais atrasos pontuais não deverão comprometer o abastecimento no País. “Pode haver algum atraso na chegada de navios, mas isso não terá impacto na disponibilidade de combustíveis”, assegurou Patel admitindo, contudo, que os custos de importação tendem a aumentar, o que poderá pressionar as empresas do sector.
“A factura de importação aumenta e as empresas precisam de maior liquidez para responder a estes custos”, concluiu.
Entretanto, apesar de haver garantia do stock, o País vive uma intensa agitação provocada pela procura de combustível. As longas filas de viaturas estacionadas à porta das bombas têm se verificado em território nacional.
Na cidade de Maputo, há postos de abastecimento que quase estão operacionais devido à falta deste recurso, provocando consequentemente a crise de transporte de passageiros.
Por exemplo, em vários postos da capital do País, extensas filas de viaturas que chegam a condicionar o trânsito nas zonas circundantes, onde os condutores aguardam por várias horas para conseguir abastecer. A situação tem levado automobilistas a percorrer diferentes pontos da cidade em busca do recurso, perante o esgotamento do produto em algumas bombas.
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