Um total de 58 101 hectares de culturas foi afectado pela lagarta invasora durante a presente campanha agrícola no País, indicam dados divulgados pelo Governo. A área atingida representa um aumento de 3 441 hectares em comparação com a época agrícola passada, facto que as autoridades associam, sobretudo, à expansão da área cultivada nesta campanha.
Apesar do crescimento da superfície afectada, esta praga, que para culturas como o milho e arroz chega a provocar perdas totais, o registo oficial aponta para uma redução significativa da letalidade agrícola, que se situou em 13%, menos 10% em relação à campanha anterior.
De acordo com o Governo, a melhoria dos indicadores resulta, em grande medida, do impacto positivo das chuvas, que contribuíram para reduzir a sua capacidade de destruição das culturas.
Citados numa publicação da Revista Terra, as autoridades explicam ainda que o aumento da área afectada não reflecte necessariamente maior severidade da infestação, mas sim o incremento das áreas de produção agrícola registado na presente época, comparativamente ao ano anterior.
O Executivo assegura continuar a monitorar a evolução da lagarta invasora e a reforçar medidas de controlo, com vista a minimizar impactos na segurança alimentar e na produtividade agrícola nacional.
A lagarta do funil de milho é originária do continente Americano e é considerada uma espécie invasiva e devastadora da cultura de milho nas zonas tropicais. Dependendo da densidade da população, pode ocorrer a perda completa da cultura até 100% de perdas de rendimento.
A praga pode afectar grandes áreas em pouco tempo devido ao seu estado migratório (movimento de larvas) e o adulto, uma borboleta, possui um grande poder de voo. A lagarta do funil do milho pode atacar mais de 80 culturas diversas entre elas, arroz, mapira, trigo, cana de açúcar, contudo, o milho constitui o principal hospedeiro da praga. As lagartas penetram e se escondem no funil do milho, destruindo as folhas centrais (daí o nome “lagarta do funil do milho”).
(Foto DR)