O antigo ministro do Plano e Finanças e ex-secretário executivo da SADC, Tomaz Salomão, defendeu a necessidade de reforçar o controlo nacional sobre a exploração e comercialização do ouro em Moçambique.
Falando na aula inaugural da Universidade Lúrio, em Nampula, sob o tema “Os Fundamentos da Construção de uma Economia Moderna: O Caso de Moçambique e o Papel do Ensino Superior”, o economista afirmou que o ouro deve ser tratado como uma questão de soberania nacional. “O ouro é assunto de soberania nacional”, disse o ex-governante, citado numa publicação do Jornal Rigor.
Na ocasião, Tomaz Salomão criticou o actual modelo, referindo que operadores estrangeiros compram ouro no País a preços baixos e revendem-no no exterior com margens elevadas.
O economista defendeu maior participação de nacionais na cadeia de valor, de modo a garantir que os recursos contribuam para o desenvolvimento económico do País.
O antigo ministro defendeu que a prosperidade de Moçambique não depende apenas da abundância de recursos naturais, mas da capacidade de investir no capital humano e na produção de conhecimento.
“Países com poucos recursos naturais, como Japão, Coreia do Sul e Singapura, conseguiram alcançar elevados níveis de desenvolvimento, ao contrário de nações ricas em minerais que continuam a enfrentar pobreza”, lembrou a fonte, para depois alertar que o crescimento económico de Moçambique tem sido inferior ao crescimento populacional, situação que, na sua visão, agrava a pobreza.
Salomão apontou o emprego, a agricultura, a agro-indústria, a investigação e o reforço das universidades como áreas essenciais para transformar recursos em riqueza sustentável.
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