A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) concluiu, a 31 de Janeiro de 2026, a missão de avaliação do impacto das cheias em Moçambique, reafirmando a sua solidariedade para com o país, severamente afectado por inundações que atingiram várias províncias.
Entre 24 e 31 de Janeiro, a SADC mobilizou a sua Equipa de Resposta de Emergência (ERT) para apoiar o Governo moçambicano na sequência das cheias que afectaram as províncias de Gaza, Maputo, Sofala, Inhambane e Zambézia. De acordo com dados preliminares, mais de 700 mil pessoas foram impactadas, registaram-se 14 mortes e verificaram-se danos significativos em habitações, escolas, unidades sanitárias e outras infra-estruturas essenciais.
Com o término da missão no terreno, a SADC informou que os esforços passam agora para a consolidação dos dados recolhidos e para o apoio às acções de resposta lideradas pelo Governo, incluindo iniciativas de recuperação precoce e reforço da resiliência das comunidades afectadas.
O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) reconheceu que a intervenção da equipa regional contribuiu para melhorar a coordenação nacional, reforçar a coerência operacional e apoiar as acções de assistência em curso, em linha com os princípios de unidade, solidariedade e responsabilidade colectiva defendidos pela SADC.
Segundo a organização regional, a intervenção está estruturada em duas fases: uma resposta humanitária imediata, que incluiu operações de busca e salvamento e avaliação dos impactos, seguida de uma fase de recuperação e reconstrução, com vista à reposição das infra-estruturas, dos meios de subsistência e ao fortalecimento da resiliência das populações.
Esta missão assinalou a primeira activação da Equipa de Resposta de Emergência da SADC no âmbito do Centro Humanitário e de Operações de Emergência da organização (SHOC), tendo contado com o apoio de parceiros internacionais, entre os quais a DG ECHO, a OCHA, a UNDAC e o Programa Alimentar Mundial (PAM).
Imagem: SADC