A companhia aérea estatal Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) está a avançar com medidas operacionais no âmbito do seu processo de reestruturação, que poderão incluir a transferência da componente operacional para a subsidiária MEX – Moçambique Expresso, segundo informações tornadas públicas esta semana.
De acordo com dados divulgados pelo Jornal Savana, estão em análise dois cenários estratégicos para tornar a transportadora aérea nacional mais sustentável, sendo um deles centrado na separação entre a gestão da dívida e a operação de voos, numa tentativa de estabilizar as finanças da empresa.
O plano em estudo prevê que a LAM possa concentrar-se na gestão do passivo acumulado e de processos contenciosos, enquanto a MEX assumiria funções operacionais, incluindo a gestão de aeronaves, tripulações e serviços de suporte à actividade aérea.
Esta abordagem surge num contexto de desafios financeiros persistentes e necessidade de reforçar a eficiência operacional da companhia, que tem enfrentado dificuldades associadas ao aumento de custos, dívidas e limitações na capacidade de investimento.
Entre as soluções consideradas está também a criação de uma nova entidade operacional que permita captar financiamento para aquisição de aeronaves e modernização da frota. Especialistas apontam que esta estratégia poderá facilitar a adopção de modelos de gestão mais flexíveis e alinhados com práticas internacionais do sector da aviação civil.
Além disso, a reorganização poderá envolver ajustes na estrutura de recursos humanos e redefinição de responsabilidades dentro do grupo empresarial, num processo que deverá ser conduzido de forma faseada.
O eventual redesenho do modelo operacional tem suscitado preocupações entre trabalhadores e analistas, sobretudo quanto à transparência dos critérios adoptados e ao impacto social das decisões. Há também expectativa em relação ao papel das autoridades reguladoras e do Governo na supervisão do processo.
Apesar das incertezas, o objectivo declarado da reestruturação é assegurar a continuidade da companhia aérea nacional, melhorar a qualidade dos serviços prestados aos passageiros e reforçar a competitividade no mercado regional.
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