Banco de Moçambique afasta retorno ao financiamento direto da importação de combustíveis

Governador do Banco de Moçambique (BM), Rogério Zandamela, reafirmou recentemente que a instituição não pretende retomar o financiamento direto das faturas de importação de combustíveis líquidos no país.

A declaração, proferida em Maputo, surge num momento de análise da conjuntura económica nacional e internacional, consolidando a estratégia de saída do banco central deste segmento de mercado, iniciada em junho de 2023.

Zandamela sublinhou que a decisão de cessar a comparticipação nas faturas de importação não é um evento isolado, mas sim uma medida estrutural para garantir a sustentabilidade das reservas externas e a eficiência do mercado cambial. Segundo o Governador, o mercado deve ser capaz de se auto-regular através dos canais comerciais habituais, sem a intervenção direta e constante da autoridade monetária no pagamento de bens de consumo específicos.

A decisão do Banco de Moçambique de deixar de financiar a importação de combustíveis foi implementada originalmente em junho de 2023, pondo fim a uma prática que vigorava há cerca de 13 anos. Na altura, o banco central argumentou que os valores envolvidos eram extremamente elevados e que a responsabilidade deveria recair sobre as empresas importadoras e a banca comercial, de modo a reduzir a pressão sobre as reservas internacionais do país.

“Não há necessidade de o Banco de Moçambique voltar a financiar as importações de combustíveis. O mercado tem demonstrado capacidade de resposta e as nossas reservas devem ser preservadas para choques externos de maior magnitude,” afirmou Rogério Zandamela durante a sua intervenção

Imagem: DR

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