Profissionais de Saúde confirmam Greve Geral a partir de sexta-feira

O braço de ferro entre a classe médica e o Executivo moçambicano atingiu o ponto de rutura. Após o fim do prazo estipulado para o pagamento do 13.º salário, a APSUSM confirmou que o Sistema Nacional de Saúde entrará em paralisia total já no final desta semana.

O cenário de crise no setor da saúde em Moçambique agravou-se drasticamente esta terça-feira. Conforme avançado pelo jornal Canal de Moçambique, os profissionais de saúde decidiram avançar para uma greve geral com início marcado para a próxima sexta-feira, dia 16 de janeiro.
A decisão surge após o esgotamento do prazo de 15 dias concedido à tutela para responder às reivindicações da classe, onde se destaca o pagamento integral do bónus anual, habitualmente designado como o “décimo terceiro”.

A Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM) mantém a sua posição irredutível, alegando que os direitos fundamentais dos trabalhadores estão a ser negligenciados. O anúncio da greve ocorre num clima de elevada tensão, marcado por denúncias de perseguição e ameaças à integridade física dos líderes sindicais, incluindo o presidente da associação, Anselmo Muchave.

Embora a lei preveja a manutenção de serviços mínimos, a adesão total poderá deixar as unidades sanitárias de todo o país num estado de vulnerabilidade crítica. Até ao momento, o Governo tem invocado a falta de cabimento orçamental para justificar a ausência do pagamento, não tendo apresentado uma contraproposta que travasse o anúncio da paralisação.

O país aguarda agora com expectativa as próximas horas, que serão decisivas para perceber se haverá algum diálogo de última hora ou se Moçambique enfrentará, de facto, uma das greves mais severas na história do seu sistema público de saúde.

Imagem: DR

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