“Não é relevante”: Conrado acusa sociedade civil de angariar financiamento à custa de aparente preocupação com direitos humanos

O comentador de televisão, Régio Conrado, considerou que a sociedade civil em Moçambique procura financiamentos mediante uma defesa aparente dos direitos humanos e da maioria. Além disso, conclui que ela é irrelevante no Estado moçambicano.

“Quando uma organização da sociedade civil [OSC], desbaratadamente, diz que quer defender liberdades individuais, etc., etc. é normal, porque é a economia política da produção de recursos com o qual pode captar capital” disse.

Ele falava, ontem, no programa Factos e Análises, da Televisão de Moçambique, no qual, ao lado do painelista do Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD), André Mulungo, procuravam debater sobre o controlo das telecomunicações em Moçambique.

Conforme afirmou, a sociedade civil não tem como fazer diferente, “senão desdizer ou, pelo menos, dar a impressão de que defende as liberdades individuais que não seja a captação de recurso”.

Aliás, nessa ocasião, Conrado disse desconhecer o CDD, bem assim, as suas actividades.

“Eu não conheço a organização dele, nunca vi, não sei o que é que é” disse.

No seu entender, considerar que o Estado moçambicano tem intenções de limitar as liberdades individuais através do controle das telecomunicações, “é uma economia política resumida”.

“Para captar recursos ocidentais é fácil dizer que há violação das liberdades individuais, violação dos direitos humanos. Mas, em bom rigor, essas organizações da sociedade civil defendem quem, efectivamente? Qual é o resultado, 30 anos depois? Não fizeram absolutamente nada” afirmou, recordando uma das conclusões da sua tese de doutoramento, além de desafiar as OSC a apresentarem suas realizações.

Enquanto seu colega de painel procurava demonstrar o abuso do Estado ao aprovar um novo regulamento das telecomunicações sem consultar a Assembleia da República, com desdém, Régio Conrado insistiu que tal postura não passava de uma postura necessária para defender seus interesses como membro sociedade civil.

“O dilectíssimo André está a fazer a defesa de uma posição. Quer dizer, a sociedade civil é o que é, no contexto moçambicano. Não é relevante…  O Estado moçambicano não pode seguir discurso da sociedade civil, tem de gerir o poder, expectaiva… e segurança dos moçambicanos” considerou.

Régio Conrado

Segundo André Mulungo, parece que Régio Conrado já trabalhou em algumas OSC como o Instituto de Estudos Sociais e Económicos (IESE) e a Fundação Masc.

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