Ministro Impissa diz não haver culpados sobre os efeitos das mudanças climáticas

O Ministro da Administração Estatal e Função Pública, Inocêncio Impissa, disse, hoje, na Assembleia da República (AR), que não existem culpados sobre os efeitos causados no país em decorrência das mudanças climáticas.

“Sobre a capacidade de evitar e de gerir efeitos de mudanças climáticas e de atribuir a culpa a quem quer que seja, queríamos convidar as V. Excias a dar uma viagem, ainda que virtual, ao mundo, e procuremos encontrar culpados…… [esses países] conhecem os efeitos das mudanças climáticas e eventos dramáticos dessa situação. A quem atribuiremos a culpa? Será a falta de capacidade? Será por falta de infra-estruturas de gestão de águas? Ou estamos perante, sobretudo, uma situação imposta pela natureza que desafia a todos os Estados do mundo?” questionou.

Impissa falava no parlamento no segundo dia de informações do Governo aos deputados da AR.

Segundo o governante, o Executivo está empenhado em tornar reais os programas de desenvolvimento, tendo já traçado as linhas de acção para recuperação dos danos causados pelas recentes chuvas, cheias, inundações e ciclone Gezani.

Conforme referiu, é responsabilidade do Governo adaptar-se às imposições das mudanças climáticas e não se contrapor a ela.

“O Governo de Moçambique está a finalizar a concepção do plano global de reconstrução pós-cheias 2026 para alinhar as acções de emergência em curso com as intervenções de recuperação e de reconstrução como oportunidade de reconstrução estrutural” disse.

Entre outras acções, o Executivo vai reabilitar e devolver o funcionamento normal de cinco barragens (Pequenos Libombos, Massingir, Macarretane, Corumana e Nampula); reabilitar 332 quilómetros de rombos em diques; repor 2,5 quilómetros de rombos em represas; repor 125 redes de monitoria de recursos hídricos; desassorear 10 quilómetros dos leitos dos rios; reabilitar cerca de 173 de extensão de dique de protecção nas bacias vulneráveis em Chókwè, Nante e Búzi; reabilitar 5697 quilómetros de estrada; reabilitar e manter 684 quilómetros de linha férrea; reabilitar 16 pontes e 11 quilómetros de pontão; repor 98 aquedutos; e reabilitar 14 drifts.

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