Inundações e cheiasː Novos dados apontam para 23 óbitos e mais de 724 mil afectados – MZNews

Os novos dados avançados nesta sexta-feira, pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) provam de que as cheias e inundações de 2026 ficaram na história do país, pelos piores motivos.

De acordo com dados divulgados esta sexta-feira, pela presidente do INGD, Luísa Meque, subiu de 723 mil para 724 mil o número de pessoas afectadas pelas inundações registadas na presente época chuvosa em todo o país, que apontam também para um acumulativo de 23 óbitos registados neste período chuvoso.

“Estamos, neste momento, com 724 mil pessoas afetadas. Ontem (quinta-feira) estávamos com 723 mil e 500 e hoje (sexta-feira) atingimos 724 mil”, disse a responsável citada numa publicação do jornal “O País”, apontado de seguida que “em termos de famílias, temos um total de 170 mil agregados afetados e, até ao momento, registámos 23 óbitos”.

Com a redução gradual do nível das águas em alguns bairros anteriormente inundados, o INGD começou a encerrar, de forma faseada, centros de acomodação temporária.

“Dos 119 centros que chegaram a estar abertos, estamos agora com 75 ativos. Ontem eram 77 e hoje conseguimos encerrar mais dois. Nestes 75 centros encontram-se cerca de 76 mil pessoas”, explicou a responsável.

Numa visita efectuada à província de Gaza, um dos locais mais afectado pelas inundações, Luísa Meque garante haver envolvimento da comunidade no processo das limpezas.

“As próprias populações estão a fazer a limpeza das áreas já identificadas para o reassentamento. Trata-se de zonas altas e seguras, e constatamos que algumas famílias já se começaram a posicionar nesses locais, manifestando vontade de sair definitivamente das áreas afectadas pelas cheias”, avançou.

De acordo com a fonte, a responsável destacou ainda a preocupação das comunidades com a perda quase total das culturas agrícolas, situação que levou à solicitação de sementes para relançar a produção.

“Há uma grande preocupação em aproveitar a humidade existente no solo. As comunidades pediram sementes para poderem retomar a produção à medida que as águas forem baixando. Para nós, foi encorajador ouvir essa preocupação e estamos a trabalhar para garantir a chegada de sementes ao distrito de Chigubo”, disse.

Relativamente às vítimas que continuam nos centros de acomodação, Luísa Meque apelou à solidariedade contínua de parceiros e da sociedade em geral, defendendo a necessidade de reforçar as doações de bens diversos para aliviar o sofrimento das populações afetadas.

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