A Estrada Nacional Número Um (EN1) voltou a ficar intransitável na zona de Xai-Xai, província de Gaza, após o colapso de um troço da via provocado pela forte pressão das águas. O incidente ocorreu apenas um dia depois da reabertura condicionada da estrada, anunciada após intervenções de emergência na sequência das cheias.
O rompimento abriu um buraco profundo na plataforma da estrada, com o entulho cedido e a terra exposta e encharcada, tornando difícil a circulação de viaturas. No local, a EN1 apresenta-se seccionada por uma cratera larga e irregular, com água a correr sobre e dentro da área colapsada, evidenciando erosão severa e instabilidade do terreno.
A zona foi isolada com fitas e cones de sinalização para impedir a travessia e evitar acidentes. O cenário demonstra que não se trata apenas de um alagamento temporário, mas sim de um colapso estrutural que exige obras profundas para a reposição da transitabilidade.
A interrupção da EN1, principal artéria rodoviária do país, volta a cortar a ligação terrestre entre o sul, o centro e o norte de Moçambique, afectando o transporte de passageiros, bens essenciais e o normal funcionamento das actividades económicas, sobretudo no eixo Maputo–Gaza–Inhambane.
Como vias alternativas, os automobilistas estão a ser orientados a desviar pela rota Chissano–Chibuto–Chongoene, que permite contornar o troço afectado e retomar a ligação à EN1 mais a norte.
As autoridades rodoviárias encontram-se no terreno a avaliar os danos e a mobilizar meios técnicos, e a reposição da circulação depende da descida do nível das águas e da estabilização do solo.
O novo corte, registado um dia após a reabertura, volta a expor a fragilidade das infra-estruturas rodoviárias face a fenómenos climáticos extremos, com impactos directos na mobilidade nacional e na economia.
Imagem: INGD