A Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) reconheceu ontem que ainda persiste a existência de fabriquetas clandestinas de bebidas alcoólicas vulgarmente conhecidas por “xivotxongos” não obstante a sua proibição.
“(…) Ainda temos fabriquetas clandestinas. A INAE em coordenação com a polícia, assim como com as comunidades está a fazer as investigações, as pesquisas no sentido de identificar estes locais para o seu desmantelamento”, afirmou Domingos Matsinhe porta-voz da INAE central
Domingos Matsinhe falava ontem em conferência de imprensa, na cidade de Maputo, no âmbito de apresentação do relatório Anual Sobre a Evolução do Consumo e Tráfico Ilícitos de Drogas Registada no País.
A fonte garantiu estar a decorrer igualmente um trabalho árduo no sentido de impedir a comercialização deste tipo de bebida que tem afectado sobretudo a camada jovem.
Sobre a promoção de várias marcas de bebidas alcoólicas e tabacos em voltas das escolas, a INAE diz que tem estado a fazer ações concretas com vista a impedir este cenário. “Temos numa primeira fase notificamos as agências de publicidade. Temos lá um decreto que todo aquele que quiser colocar uma publicidade relativamente a bebida alcoólica ou tabaco, deve estar a uma distância de 500 metros das mediações da escola, não acontecendo isto, e retirado a publicidade”, disse.
De referir que o Governo através do Decreto n.º 31/2025, de 11 de Setembro proibiu a venda de bebidas alcoólicas vulgarmente conhecidas por “xivotxongos”, bem como a publicidade destas bebidas nas proximidades das escolas, paragens, entre outros lugares.