Governo questiona indicadores utilizados pelo Banco Mundial sobre pobreza em Moçambique

O Governo diz que indicadores utilizados pelo Banco Mundial diferem dos critérios nacionais e que uma avaliação detalhada será feita antes de qualquer pronúncia oficial.

O executivo reagia assim ao mais recente relatório do Banco Mundial que classifica o país como o segundo mais pobre do mundo.

O porta-voz do Executivo, Inocêncio Impissa, afirmou que o Governo respeita o posicionamento do Banco Mundial, mas destacou que os dados internacionais não coincidem com os levantamentos internos realizados pelo País.

“Sobre índice de pobreza Moçambique feito pelo Banco Mundial, o que posso dizer é que, bom, nós também acompanhamos, o que estamos a fazer é que o Ministério da Planificação e Desenvolvimento entende primeiro que os critérios utilizados pelo Banco Mundial para realizar a sua avaliação são diferentes do inquérito que é feito ao Orçamento Familiar, o IOF, que é um instrumento interno e nacional que tem sido feito”, disse Impissa.

O também ministro de Administração Estatal e Função Pública confirma que até esta fase já foram feitos cinco inquéritos e relatórios apresentados, o último foi feito em 2022.

“Os elementos que apresenta são diferentes do ponto de vista quer dos critérios utilizados, quer dos indicadores que são utilizados para classificar o índice de pobreza nacional.”

Impissa sublinhou ainda que o Governo irá analisar os dados do relatório internacional à luz dos critérios nacionais antes de se pronunciar oficialmente.

“No entanto, o pronunciamento do Banco Mundial é um parceiro independente, tem os seus critérios, o que se está a fazer agora é pegar a informação, analisar vis-à-vis os critérios nacionais para depois o País se pronunciar, se tiver de se pronunciar sobre essa matéria.

Mas até aqui estamos apenas a observar e a respeitar um posicionamento, e nós vamos apresentar o nosso quando chegar a vez”, disse.

O porta-voz esclareceu também que não é possível fornecer números precisos neste momento, mas que os mecanismos de produção de dados nacionais seguem processos regulares.

 

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