O Presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), Patrice Motsepe, reconheceu, esta semana, que futebol africano continua assolado por problemas de confiança e questionamentos sobre sua integridade.
O posicionamento foi expresso na sequência da decisão do órgão de retirar o título de Campeão Africano ao Senegal a atribuí-lo ao Marrocos, após a selecção do Senegal abandonar momentaneamente o jogo da final, a 18 de Janeiro.
O Senegal, que venceu a partida em Rabat por 1-0, abandonou o campo por 14 minutos no final do tempo regulamentar em protesto contra um penálti concedido aos anfitriões marroquinos, mas voltou a campo e venceu na prorrogação.
Embora o protesto inicial de Marrocos tenha sido rejeitado pelo Conselho Disciplinar da CAF, o Conselho de Apelação do mesmo órgão regulador considerou que Senegal havia infringido as regras do torneio ao abandonar a partida e concedeu o título a Marrocos.
“Já expressei anteriormente minha extrema decepção com os incidentes que ocorreram na final”, disse Motsepe em um comunicado em vídeo divulgado na quarta-feira.
“Isso prejudica o bom trabalho que a CAF vem realizando há muitos e muitos anos para garantir que haja integridade, respeito, ética, governança, bem como a credibilidade dos resultados de nossas partidas de futebol” disse.
Motsepe, que foi escolhido como presidente da CAF em 2021 e reeleito há um ano, afirmou que a CAF está comprometida com o jogo limpo e negou que haja qualquer tratamento preferencial em meio à percepção de que Marrocos tem muita influência no futebol africano.
“Disseram-me que o Senegal vai recorrer, o que é muito importante. Todas as 54 nações africanas têm o direito de recorrer e iremos acatar e respeitar a decisão tomada ao mais alto nível” vincou o bilionário sul-africano.