O Presidente da Frelimo e Chefe de Estado moçambicano, Daniel Chapo, reafirmou que a segurança nacional é a prioridade “inegociável” do seu ciclo de governação. Durante a abertura da V Sessão Ordinária do Comité Central, realizada na Escola Central do Partido, na Matola, o líder deixou claro que o combate à insurgência exige uma nova postura das Forças de Defesa e Segurança (FDS).
Numa análise profunda sobre a situação no Norte do país, Chapo alertou para a mudança de estratégia dos grupos terroristas. O governante destacou que os insurgentes estão a adotar táticas mais complexas, recorrendo agora a sequestros para fins de resgate e à infiltração em comunidades vulneráveis. Além disso, o uso de engenhos explosivos tem sido uma tática recorrente para semear o pânico entre as populações.
“É fundamental reforçar a nossa capacidade de inteligência”, vincou Chapo, sublinhando que a salvaguarda da soberania nacional depende da proatividade e modernização das forças governamentais perante estas ameaças mutáveis.
Para além da segurança militar, o Presidente declarou guerra ao enriquecimento ilícito que lesa o Estado e destrói o meio ambiente. Daniel Chapo confirmou o arranque de um programa de reestruturação da atividade mineira, com uma intervenção estratégica que começou pela província de Manica, onde a mineração artesanal informal atingiu proporções insustentáveis.
De acordo com informações avançadas pela STV, o líder moçambicano denunciou duramente os operadores que manipulam os volumes de produção com o objetivo claro de sonegar obrigações fiscais. A meta do Executivo é garantir que a exploração de recursos naturais resulte em benefícios reais para o erário público e para as comunidades locais.
A reunião na Matola serviu também para aferir a disciplina interna da Frelimo e preparar a 11ª Conferência Nacional de Quadros.
No que toca ao impacto das cheias e inundações, Daniel Chapo assegurou que o Governo, através do INGD, mantém a assistência humanitária e a distribuição de sementes para recuperar a produção agrícola. Ao encerrar, o Presidente deixou um apelo vibrante à coesão nacional, apontando a união como a peça-chave para superar os desafios económicos previstos no plano de governação para 2026.
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