Os Emirados Árabes Unidos anunciaram a saída da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e da OPEP+, que reúne alguns aliados como a Rússia.
De acordo com a agência Reuters, que cita um comunicado do pequeno país, este é um grande golpe no grupo e no seu verdadeiro líder, que é a Arábia Saudita.
A decisão é motivada pela guerra no Irão e pela incapacidade dos países do Médio Oriente de protegerem os interesses petrolíferos, sendo que os Emirados Árabes Unidos estão entre os 10 maiores produtores mundiais de petróleo.
Segundo dados dos Estados Unidos, aquele país é responsável pela produção de cerca de 4% do petróleo mundial, produzindo mais de quatro milhões de barris por dia num cenário de normalidade.
Agora, e também segundo a agência Reuters, a decisão dos Emirados Árabes Unidos pode provocar discórdia e enfraquecer o grupo, que também conta com países como Irão, Venezuela ou Iraque.
Já com problemas perante o estrangulamento da exportação de petróleo a partir do Estreito de Ormuz, que continua numa situação altamente complexa, os países do Médio Oriente podem ter nesta decisão um novo e mais importante revés numa região que produz cerca de 20% do petróleo mundial.
Em sentido contrário, esta decisão pode ser vista como uma grande vitória para o presidente dos Estados Unidos, já que Donald Trump tem insistido nas críticas à OPEP, entendendo que tem “rasgado o resto do mundo” através da inflação dos preços. (CNN Portugal)