O internacional moçambicano Geny Catamo é o homem do momento no Sporting Clube de Portugal. Após praticamente um mês de ausência para jogar o Campeonato Africano das Nacções – CAN, em representação de Moçambique, onde, diga-se, brilhou ao fazer parte de mais uma página escrita a tinta de ouro na histórias dos Mambas, ao ser figura de destaque na primeira vitória obtida em 11 participações na prova, com um golo e uma assistência diante do Gabão (3-2), o extremo bisou em Alvalade, na recepção ao Casa Pia, jogo da 18.ª jornada que os leões venceram por 3-0.
Chiquinho Conde, selecionador de Moçambique, que não poupou elogios à evolução do extremo de 24 anos.
“O que fica muitas vezes na retina são sempre os jogos contra os grandes, o Benfica, que é o grande rival e o Geny já passou por isso, marcou e isso é muito relembrado. Mas, ter uma época com consistência e a confiança que ele apresenta neste momento, apraz-me dizer que, sem sombra de dúvida, está a atravessar a melhor fase da carreira. Já estabilizou em termos físicos, conseguiu criar este equilíbrio fazendo um trabalho específico e silencioso, o que também ajuda muito para a densidade dos jogos que tem tido. Fez um CAN extraordinário, foi o jogador mais influente. Vejo-o feliz, motivado e equilibrado, ficamos lisonjeados e felicíssimos por ver a nossa estrela brilhar, ainda por cima pelo Sporting, que é um clube que me diz muito”, disse Chiquinho Conde, citado numa publicação do jornal A Bola.
E prosseguiu no que diz respeito à evolução de Catamo: “Tornou-se um jogador maduro, sabe ouvir, tem pegado nas ferramentas com que temos contribuído. Mas, claro, o maior trabalho tem sido feito no Sporting. Mas, sentimos que o nosso carinho, apoio e dedicação têm sido também importantes para o crescimento dele como atleta e como homem. E vendo-o com essa confiança, porque faltava-lhe, de facto, essa confiança de pegar na bola e seguir destemido, ir por cima dos defesas e ter tomada de decisão com maior frequência e liberdade.”
“Na selecção fiz questão também de contribuir para lhe dar a camisola 10. É um atributo motivador para ele, porque desde menino jogava com este número. É um número mágico, em que sabemos perfeitamente que só o usa quem é uma referência na equipa. Ele tem, de facto, feito de tudo para que esta situação fosse uma realidade. Acho que foi uma motivação extra para ele, agora sente-se como peixe na água e é um número que lhe cai perfeitamente bem”, realçou Chiquinho Conde.
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