A maternidade do posto administrativo de Mieze, em Cabo Delgado, zona Norte do país, está a funcionar de forma improvisada e em condições desumanas.
A maternidade funciona há mais de um ano em tendas improvisadas com poucas camas e material médico insuficiente para responder à demanda de partos
“Nos dias que cai chuva, a situação fica muito difícil para receber a população. Nos dias de muito sol, as tendas aquecem muito e também temos insuficiência de camas. Em média, conseguimos ter 10 a 12 partos por dia, mas com cinco camas …”, reclamou Elsa Manuel, Chefe da Maternidade de Mieze citada numa publicação do jornal “O País”.
“Praticamente, podemos usar cinco a seis pares de luvas, então, imagina que a gente receba uma caixa de luvas componente por 100. Isso por vezes só dura três ou quatro dias e ficamos com deficiência de material de trabalho. Então, tem sido uma barreira muito grande”, explicou Elsa Manuel.
Para minimizar o problema que é considerado grave, a Organização da Juventude Moçambicana doou alguns materiais médicos resultantes da contribuição de jovens de Cabo Delgado.
“Todos os jovens de Cabo Delgado devem preocupar-se com a sua comunidade. Então, a nossa preocupação como jovens da OJM em Cabo Delgado é a saúde da população e, por isso, fizemos essa contribuição dos membros, para adquirir este material e apoiar o nosso centro de Mieze, na maternidade, concretamente”, explicou Marcos Paulo, Secretário Provincial da OJM em Cabo Delgado.
Ainda de acordo com a publicação, além de material médico para a maternidade, a OJM ofereceu meios de compensação a uma criança com deficiência, que há mais de cinco anos usava muletas improvisadas.