O ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga, defende a necessidade de uma actuação coordenada entre entidades públicas, privadas e Forças de Defesa e Segurança para garantir a eficácia da segurança cibernética no País.
De acordo com Muchanga, que falava esta segunda-feira (13), durante a auscultação com as comissões parlamentares da Assembleia da República, explicou aos deputados que a protecção do espaço digital depende cada vez mais da cooperação institucional, da partilha de informações sobre ameaças e do reforço das capacidades nacionais de prevenção e resposta a incidentes cibernéticos.
“Apesar das diferenças, a segurança cibernética nas entidades públicas, privadas e nas Forças de Defesa e Segurança deve funcionar de forma complementar e coordenada”, disse o ministro, acrescentando que a protecção eficaz do espaço digital exige cooperação institucional, partilha de informação sobre ameaças e desenvolvimento de capacidades nacionais de prevenção e resposta.
O governante salientou ainda que, a segurança cibernética apresenta características distintas consoante o tipo de instituição. Nas entidades públicas civis e nas organizações privadas, o foco principal está na protecção de sistemas de informação, dados institucionais, serviços digitais e operações contra ataques informáticos.
Muchanga explicou que no caso das forças de defesa e segurança, como forças armadas, polícia e outras entidades responsáveis pela segurança nacional, a segurança cibernética assume uma dimensão mais ampla e estratégica.
“Neste domínio, a protecção do espaço digital está directamente ligada à soberania do Estado, à defesa nacional e à segurança pública”, explicou, frisando que “para estas instituições, a segurança cibernética envolve não apenas a protecção de sistemas e informação, mas, também, a prevenção e resposta às ameaças que possam comprometer a estabilidade do Estado ou a integridade territorial”.
O governante sublinhou que o fortalecimento da segurança cibernética em Moçambique exige uma abordagem integrada, capaz de responder aos diferentes níveis de risco e às especificidades de cada sector.
ʺO reforço da segurança cibernética, no sector público e privado constitui uma necessidade estratégica na crescente digitalização das actividades económicas, sociais e governamentais”, afirmou o governante para quem “à medida que os Estados, empresas e cidadãos passam a depender cada vez mais das tecnologias digitais para a prestação de serviços, comunicação e gestão de informação, aumentando também os riscos associados a ameaças de segurança cibernética”.
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