A Agência de Transformação Digital e Inovação (ATDI), e o Ministério da Saúde (MISAU) formalizaram esta, quarta-feira (15), em Maputo, um Memorando de Entendimento que visa acelerar a transformação digital no sector da saúde em Moçambique, com enfoque na melhoria do acesso, da qualidade e da eficiência dos serviços prestados ao cidadão.
O acordo assinado durante a primeira conferência sobre Saúde Digital, foi testemunhado pelo ministro das Comunicações e Transformação Digital, Américo Muchanga, bem como por quadros do sector da saúde e demais participantes do evento. O memorando foi rubricado pelo PCA da ATDI, Adilson Gomes, e pelo Secretário Permanente do MISAU, Ivan Manhiça.
A iniciativa insere-se nos esforços do Governo para modernizar os serviços públicos, apostando na digitalização como um instrumento-chave para melhorar a prestação de cuidados de saúde e alcançar maior eficiência no sector.
No âmbito do acordo, as partes comprometem-se a promover a digitalização da saúde, através do desenvolvimento de infra-estruturas digitais, criação de centros de dados, reforço da segurança cibernética, capacitação de recursos humanos e integração de sistemas. A ATDI será responsável pelo desenvolvimento e implementação de soluções tecnológicas, bem como pela definição de normas de interoperabilidade e garantia de segurança digital.
Durante o evento, o PCA da ATDI participou no painel sobre “Inovação Digital e o Papel Transformador no Sistema de Saúde”, onde destacou que a transformação digital visa melhorar o acesso e a qualidade dos serviços, apoiar a tomada de decisão e tornar o atendimento mais eficiente, incluindo através de soluções como a pré-marcação de consultas.
O dirigente sublinhou ainda a importância de sistemas integrados para aumentar a eficiência, reduzir constrangimentos como a falta de medicamentos e expandir serviços às zonas mais remotas, destacando a literacia digital como um factor determinante.
Referiu igualmente o papel da identidade digital e da Plataforma de Interoperabilidade do Governo na integração de dados entre sectores, permitindo uma identificação única do cidadão e melhor articulação entre serviços, incluindo saúde e registo civil.
“Os principais desafios passam pela integração efectiva dos sistemas do Estado e pela necessidade de centralização das plataformas de recolha de dados, como forma de garantir maior eficiência, coerência e qualidade na prestação de serviços públicos digitais”, sublinhou o PCA.
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