Venâncio Mondlane denuncia expulsão de famílias acolhidas em escola de Laulane

O político moçambicano Venâncio Mondlane (VM7) denunciou uma alegada expulsão de famílias do bairro de Hulene que haviam sido acolhidas provisoriamente na Escola Primária de Laulane, após as suas casas ficarem inundadas, numa acção que classifica como injusta e politicamente motivada.

Segundo Venâncio Mondlane, que abordou o caso numa transmissão em directo realizada na noite de segunda-feira, 19 de janeiro, membros do partido ANAMOLA mobilizaram-se para resgatar famílias afectadas pelas inundações em Hulene, tendo-as conduzido para a Escola Primária de Laulane como solução temporária de abrigo.

De acordo com o relato, os membros do partido trabalharam ao longo de todo o dia no apoio às famílias desalojadas, prolongando as actividades até cerca das 23 horas. Durante esse período, terão sido observados veículos associados a membros do Governo a circular pela zona, numa atitude descrita como de vigilância.

No dia seguinte, representantes do ANAMOLA foram convocados para uma reunião, onde foram informados de que as famílias resgatadas deveriam abandonar a escola. Pouco tempo depois, as autoridades procederam à retirada das pessoas alojadas no local.

O Governo terá justificado a decisão com o argumento de que a Escola Primária de Laulane deve servir prioritariamente famílias do próprio bairro de Laulane e não residentes de Hulene, por se tratar de uma infra-estrutura pertencente àquela comunidade.

Na sua reacção, VM7 afirmou que a expulsão das famílias ocorreu exclusivamente por estas terem sido resgatadas por membros do ANAMOLA. “Fizeram isso só porque as famílias foram ajudadas pelos do ANAMOLA”, declarou Mondlane durante a referida transmissão em directo.

O caso está a gerar indignação nas redes sociais e a levantar questões sobre a gestão de situações de emergência, a protecção de cidadãos vulneráveis e a eventual interferência política em acções humanitárias. Até ao momento, não há uma posição pública oficial das autoridades governamentais sobre as acusações feitas.

Imagem: ANAMOLA

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