O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) e a União Europeia reafirmaram, esta segunda-feira, 02 de Fevereiro de 2026, o fortalecimento da cooperação no domínio da assistência humanitária em situações de emergência em Moçambique, num contexto marcado pelos severos impactos das chuvas e cheias que assolam o país.
O compromisso foi reiterado durante uma audiência de trabalho entre a Presidente do INGD, Luísa Celma Meque, e uma delegação da União Europeia, encontro no qual a organização europeia voltou a classificar Moçambique como um parceiro fundamental nas acções humanitárias na região.
Na ocasião, Luísa Celma Meque apresentou um ponto de situação sobre os efeitos das intempéries recentes, que provocaram elevados prejuízos humanos, danos significativos em infraestruturas e fortes impactos em sectores estratégicos da economia nacional, com destaque para a agricultura. “Nós, como Governo, tivemos de abrir centros de acolhimento para famílias afectadas pelas chuvas e cheias que devastaram, com maior incidência, a zona sul de Moçambique”, afirmou.
A dirigente explicou que, dos 113 centros de acolhimento inicialmente criados, 93 continuam em funcionamento, reflectindo a dimensão e a persistência da crise humanitária. “Os impactos superaram as nossas previsões iniciais”, reconheceu, apontando prejuízos consideráveis nas áreas agrícola e pecuária, bem como nos sectores da Saúde e da Educação.
Durante o encontro, a Presidente do INGD destacou o apoio prestado pela União Europeia desde os primeiros momentos da emergência, sublinhando o papel crucial da cooperação internacional na resposta a desastres naturais. “A prontidão demonstrada desde o primeiro momento tem sido fundamental para reforçar a nossa capacidade de resposta”, referiu.
Luísa Celma Meque reiterou ainda o compromisso do INGD em continuar a trabalhar de forma estreita com parceiros estratégicos, com vista à protecção de vidas humanas e à salvaguarda dos meios de subsistência das populações afectadas, num cenário em que os desafios humanitários continuam a exigir respostas coordenadas e sustentadas.