Talapa quebra jejum com reclusos muçulmanos na Cadeia Civil

A Presidente da Assembleia da República, Margarida Talapa, quebrou o jejum com 189 reclusos muçulmanos no Estabelecimento Penitenciário Preventivo de Maputo, vulgarmente conhecido por Cadeia Civil, numa iniciativa de carácter social e educativo.

A quebra do jejum diário teve lugar na tarde de sexta-feira (27), reunindo os reclusos que professam a religião islâmica naquele estabelecimento penitenciário.

O período de jejum iniciou a 17 de Fevereiro e deverá prolongar-se até à noite de 18 de Março próximo.

Dirigindo-se as reclusas, Talapa apelou ao cumprimento das orientações do estabelecimento e das penas em curso, encorajando uma mudança de comportamento.

“Quando saírem daqui não devem repetir aquilo que vocês fizeram”, afirmou, citado numa publicação da AIM. A dirigente acrescentou ainda que, “ao regressarem à vida em sociedade, devem afastar-se de qualquer prática criminosa”.

Exortou ainda as reclusas a procurarem uma nova postura de vida, sublinhando o papel que muitas desempenham nas suas famílias e comunidades.

Segundo a publicação, Talapa considerou igualmente que as reclusas aparentam beneficiar de um tratamento adequado, observando que se apresentam saudáveis.

Aproveitando o contexto do Ramadão, incentivou os reclusos a utilizarem este período para reflexão espiritual e pedido de perdão a Alá, com vista à sua reintegração social e familiar.

“Nós viemos hoje só para estar convosco, para vocês não pensarem que estão sozinhos; viemos dizer que representamos todos os moçambicanos e que vocês fazem parte deste povo”, declarou.

Estiveram presente no acto outros deputados da Assembleia da República que professam a religião muçulmana.

Imagem DR

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