Supostos membros do partido Anamola acusados de incitar desordem pública em Nampula

A Polícia da República de Moçambique (PRM) em Nampula apresentou, esta quinta-feira (05), três indivíduos apontados como supostos membros do partido Anamola, detidos no distrito de Monapo sob suspeita de incitar à desordem pública num mercado local.

Segundo a porta-voz da PRM em Nampula, Rosa Chauque, os detidos são indiciados de mobilizar vendedores e frequentadores de uma feira para recusarem o pagamento das taxas municipais legalmente estabelecidas.

De acordo com Chauque, citada pelo portal Ngani, os suspeitos alegavam que o espaço onde decorrem as actividades comerciais pertence a um membro do seu partido, argumento que terá sido usado para incentivar os comerciantes a não obedecer às cobranças feitas pelos fiscais.

A situação gerou momentos de tensão no local, tendo culminado com a agressão a um fiscal que se encontrava a efectuar a cobrança das taxas no mercado. Perante a ocorrência, uma força conjunta da polícia deslocou-se ao local, onde procedeu à detenção dos três indivíduos e à reposição da ordem pública.

“A polícia continua no terreno a garantir a ordem e segurança públicas e não irá tolerar comportamentos que coloquem em causa a estabilidade nas comunidades”, afirmou Rosa Chauque, acrescentando que as autoridades permanecem destacadas no distrito de Monapo para prevenir novos focos de perturbação da ordem pública.

Questionada sobre alegações de tortura feitas pelos detidos, Chauque rejeitou as acusações e explicou que a intervenção policial teve também como objectivo proteger os próprios suspeitos.

Segundo a polícia, a população presente no local teria tentado agredir os indivíduos devido à alegada incitação à violência e ao envolvimento na agressão ao fiscal, tendo sido necessária a intervenção policial para evitar actos de justiça pelas próprias mãos.

Entretanto, durante a apresentação pública, os três detidos confirmaram pertencer ao partido Anamola, mas negaram ter proibido o pagamento das taxas ou incitado a população à violência. Um dos suspeitos afirmou que apenas tentou intervir para evitar conflitos entre comerciantes e esclarecer uma disputa sobre a posse do espaço onde funciona a feira.

 

(Foto DR)

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