Sasol anuncia investimento de mais de 300 milhões de euros no gás de Temane

A petrolífera sul-africana Sasol anunciou um novo ciclo de investimento avaliado em 306,9 milhões de euros, destinado ao reforço das operações ligadas ao gás natural de Temane, na província de Inhambane.

Segundo avança uma publicação do jornal “O País”, o montante será aplicado ao longo dos próximos três anos, num esforço que visa consolidar a capacidade operacional, aumentar a eficiência produtiva e assegurar a continuidade de um dos mais relevantes projectos energéticos do País.

Durante a sexta Conferência de Investimentos da África do Sul, a embaixadora de Moçambique na África do Sul, Maria Gustava destacou o papel estratégico da iniciativa no fortalecimento das relações económicas bilaterais.

A diplomata, que cita o director-executivo da Sasol, sublinhou que a empresa vai “investir, para os próximos três anos”, seis mil milhões de rands “na questão operacional”, o que “significa que Moçambique também vai beneficiar desta renovação”, uma vez que o país alberga reservas significativas de gás natural na região de Temane.

O projecto de Temane, constitui um dos pilares da indústria de gás natural do país, sendo responsável por alimentar, não só o mercado interno, mas também exportações para a África do Sul, através de uma infra-estrutura de gasoduto que liga os campos de produção aos centros industriais sul-africanos.

O anúncio ocorre numa altura em que as reservas de gás de Pande e Temane estão cada vez mais próximas do fim, isto é, a previsão é de exploração até 2028.

Além do reforço operacional, o investimento deverá impulsionar a modernização de infra-estruturas críticas, incluindo sistemas de processamento, transporte e distribuição de gás, contribuindo para a estabilidade do fornecimento energético na região austral de África.

Gustava sublinhou ainda que o impacto do investimento da Sasol não se limita ao sector energético, estendendo-se, também, às áreas de transportes e logística.

“Temos a ligação do Porto de Maputo através das estradas e das linhas férreas, que também Moçambique vai beneficiar através destes investimentos que foram aqui anunciados na área dos transportes”, afirmou, destacando a interligação entre os diferentes sectores económicos e o efeito multiplicador destas iniciativas.

Com efeito, o corredor logístico de Maputo, que integra o porto, a rede ferroviária e as principais vias rodoviárias, desempenha um papel crucial no escoamento de recursos naturais e no fortalecimento do comércio regional.

O reforço de investimentos nestas infra-estruturas poderá aumentar a competitividade de Moçambique como plataforma logística para países do interior da África Austral, como o Zimbabwe e a África do Sul.

Ainda de acordo com a publicação do jornal, nos últimos vinte anos, a Sasol já investiu mais de quatro mil milhões de dólares em Moçambique, consolidando-se como um dos principais actores do sector energético nacional.

A diplomata considerou que este percurso de investimento contínuo tem contribuído significativamente para o Produto Interno Bruto, geração de receitas fiscais e criação de empregos, tanto directos como indirectos.

A presidente da Sasol, Muriel Dube, reafirmou recentemente o compromisso da empresa com o País, ao declarar que “em Moçambique, continuamos comprometidos para o crescimento do nosso negócio e a contribuir significativamente para o desenvolvimento do País, como temos feito consistentemente nos últimos 20 anos”.

A responsável destacou ainda que a petrolífera tem sido reconhecida como um dos três maiores contribuintes fiscais em Moçambique nos últimos cinco anos, evidenciando o peso da empresa nas finanças públicas nacionais.

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