Risco de inundações e cheias ameaça bacias do Limpopo, Licungo e Lúrio

As autoridades hídricas moçambicanas emitiram comunicados de emergência devido ao aumento drástico do caudal dos rios, provocado por chuvas intensas. Várias províncias enfrentam o risco iminente de inundações, com especial preocupação para as zonas baixas e ribeirinhas.

O cenário hidrológico em Moçambique agravou-se significativamente, levando a Administração Regional de Águas (ARA) a emitir alertas críticos para as regiões Sul e Norte do país. A subida dos níveis das águas ameaça habitações, infraestruturas económicas e a segurança das populações em diversos distritos.

No sul do país, a ARA-Sul emitiu um comunicado especial alertando para o incremento dos escoamentos provenientes de montante nos rios Limpopo, Nwanetsi, Shinguedzi e Elefantes. Prevê-se que os níveis nas estações de Combomune, Chókwè e Sicacate continuem a subir, permanecendo acima do nível de alerta e agravando a situação atual.

Os impactos previstos incluem o agravamento de inundações em zonas baixas, afetando severamente localidades como Incoloane, Gueleguele, Chaimite, Muianga, Chiduachine, Sangene e Sicacate. Há ainda um risco específico na confluência dos rios Elefantes e Limpopo, onde o fluxo pode ultrapassar o dique de Machua, atingindo as baixas das aldeias de Djodjo e 25 de Setembro, bem como os bairros 2 e 5 da cidade do Chókwè.

A situação é igualmente preocupante no norte do país. Na bacia do rio Licungo, a ARA-Norte registou uma precipitação extrema de 199.3 mm na estação de Tacuane. Em Mocuba, o rio atingiu os 6.08 metros, ultrapassando a marca de alerta. Esta subida poderá afetar os distritos de Maganja da Costa, nomeadamente os postos administrativos de Nante e a sede, o distrito de Namacurra, incluindo Macusse, e o município de Mocuba.

Simultaneamente, na bacia do rio Lúrio, o risco de cheias urbanas é classificado como moderado a alto para a cidade de Cuamba e a vila de Malema. A precipitação atingiu valores muito elevados, com destaque para os 188.7 mm em Caronga. Em Cuamba, os bairros com maior risco são Mademo, Adine, 3 de Fevereiro, Maganga, Rimbane, Mujaua, Aeroporto, Mutxora e Nacaca. Na vila de Malema, a atenção recai sobre os bairros Pedreira, Namuela, Mejeje, Oitavo Congresso, Gome e Mpeneca.

Perante este cenário de risco, as autoridades apelam à tomada de medidas de precaução imediatas por parte de todas as entidades públicas, privadas e cidadãos em geral. É recomendada a retirada imediata de pessoas e equipamentos, como maquinaria agrícola e pequenas embarcações, das margens e leitos dos rios sob risco de serem arrastados pela força das águas.

As autoridades reforçam ainda o apelo para que a população não tente atravessar pontes ou passagens molhadas e que abandone prontamente as zonas de risco. A monitorização da situação continuará a ser feita pelas entidades competentes, recomendando-se o acompanhamento constante da informação hidrológica oficial para garantir a segurança de todos.

Imagem: DR

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