Reabilitação da estrada que liga Matambo – Songo atinge 45% de execução em Tete

As obras de reabilitação da Estrada Nacional Número 301 (N301), que liga Matambo a Songo, na província de Tete, centro de Moçambique, apresentam um progresso físico global de 45,3%. Segundo a Administração Nacional de Estradas (ANE), o projecto está subdividido em dois lotes para optimizar a gestão e a rapidez dos trabalhos, garantindo que a via seja entregue com padrões de qualidade modernos.

O primeiro lote, que liga Matambo a Marara numa extensão de 50 quilómetros, está na fase mais avançada com 51% de execução. Neste segmento, já foram concluídas etapas críticas como a colocação do sub-leito, a aplicação de base em agregado britado e o revestimento final com betão betuminoso modificado com polímeros, além da reparação de 28 aquedutos.

Por sua vez, o segundo lote percorre os 67 quilómetros entre Marara e Songo, tendo atingido 41% de progresso físico. Os trabalhos actuais focam-se no alargamento da faixa de rodagem e na colocação de Base Tratada com Betume (BTB), contando ainda com a reconstrução de 23 aquedutos em betão armado para assegurar a durabilidade da via.

Actualmente, as equipas priorizam a segurança dos utilizadores com a instalação de guardas de protecção e sinalização vertical ao longo de 12 quilómetros. Para garantir que a circulação não seja interrompida durante a empreitada, decorrem acções de manutenção de rotina que monitorizam o nível de serviço e a transitabilidade.

A reabilitação da N301 é um investimento fundamental para o crescimento sustentável da região, facilitando o escoamento de produtos e a ligação segura a Songo.

A estrada Matambo – Songo é uma via estratégica para o escoamento agrícola e ligação interprovincial, sendo também fundamental para o acesso à barragem de Cahora Bassa. A sua reabilitação insere-se nos esforços do Governo para melhorar a mobilidade rodoviária e dinamizar o desenvolvimento económico da região de Tete.

Recorde-se que as obras de reabilitação dos 117 quilómetros da N301 registaram ligeiros atrasos, no ano passado, tendo no entanto, as autoridades garantido que o cronograma será cumprido dentro dos prazos previstos.

Segundo a ANE, os constrangimentos decorreram de duas causas principais: a ausência da licença de operação para uma pedreira, indispensável para a produção de asfalto, e a decisão do empreiteiro de priorizar a conclusão do troço Maroeira-Chitima, inaugurado em Junho do ano passado.

 

(Foto DR)

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