O Provedor de Justiça, Isaque Chande, considera sério e preocupante o quadro dos direitos humanos no País. Segundo Isaque Chande, que reagia ao relatório da Human Rights Watch divulgado na semana passada, não há dúvidas que a situação recorrente de violação dos direitos humanos em Moçambique é grave e precisa ser combatida por todos.
Recorde-se que o relatório da Human Rights Watch afirma que os direitos humanos em Moçambique foram, em 2025, afectados pela insegurança alimentar, intensificação de ataques terroristas e sequestro de menores em Cabo Delgado, feminicídios e repressão dos protestos pós-eleitorais.
“Temos que condenar e creio que as instituições da justiça têm que desempenhar um papel fundamental para sobretudo condenar os envolvidos porque nós não temos outra maneira de fazer que não seja encaminhar essas pessoas com esses comportamentos desviantes, esses violadores, que não seja levá-los à barra do tribunal”, explicou Isaque Chande, citado numa publicação da RFI.
Alinhando na mesma ideia, o chefe de bancada parlamentar da Renamo, na Assembleia da República, Gerónimo Malagueta, considera que o relatório da Humans Rights Watch é assertivo e aponta a tentativa de se ocultar o que está a acontecer em Cabo Delgado.
“Resume-se à perseguição dos jornalistas, aqueles que querem falar daquilo que está a acontecer no terreno. Penso que o mundo deve ajudar-nos, deve apoiar-nos, deve puxar orelhas ao partido no poder porque tratando-se de política é o partido no poder que faz isso, que orienta, que manda a oposição seja humilhada e passe maus bocados”, declarou.
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