As autoridades moçambicanas e portuguesas anunciaram que a morte de Pedro Ferraz dos Reis, administrador do Banco Comercial e de Investimentos (BCI), ocorrida em Maputo, resulta de suicídio, afastando a hipótese de intervenção de terceiros.
Segundo explicaram, em conferência de imprensa conjunta, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e a Polícia Judiciária portuguesa concluíram que os elementos recolhidos durante a investigação — incluindo análises forenses, exames médico-legais e diligências no local — sustentam a tese de suicídio.
De acordo com as autoridades, o trabalho investigativo foi desenvolvido de forma coordenada entre Moçambique e Portugal, envolvendo peritos especializados, com o objectivo de apurar as circunstâncias da morte do gestor bancário, encontrada num estabelecimento hoteleiro da capital moçambicana.
As autoridades asseguram, no entanto, que a investigação seguiu os procedimentos legais e técnicos adequados e reiteram que, à luz dos dados disponíveis, não existem indícios de crime ou de participação de terceiros na morte do administrador do BCI.
O administrador do BCI, Pedro Ferraz dos Reis, foi encontrado morto na noite de 19 de janeiro de 2026, numa casa de banho de um hotel de luxo em Maputo, Moçambique.
A sua morte gerou grande polémica porque a Polícia da República de Moçambique, através do SERNIC, anunciou a tese de suicídio antes da realização da autópsia, o que suscitou dúvidas públicas e críticas de familiares e especialistas.