ONU aprova resolução que classifica tráfico de escravos como “crime mais grave contra a humanidade”

A Assembleia Geral da ONU (AGNU) aprovou, ontem, uma resolução que reconhece a escravidão transatlântica como o “crime mais grave contra a humanidade”.

O Gana foi quem avançou com a proposta, e exige reparações.

O país argumentou que a resolução era necessária porque as consequências da escravidão, que resultou no sequestro e venda de pelo menos 12,5 milhões de africanos entre os séculos XV e XIX, persistem até hoje, incluindo as disparidades raciais.

“A adopção desta resolução serve como salvaguarda contra o esquecimento… Que fique registado que, quando a história o chamou, fizemos o que era apropriado para a memória dos milhões que sofreram a indignidade da escravatura” disse o Presidente do Gana, John Dramani Mahama.

Apesar da resistência da Europa e dos Estados Unidos, a resolução não vinculativa, mas com peso político, teve voto de 123 países, havendo três oposições, incluindo os EUA e o Israel, e 52 se abstiveram, incluindo o Reino Unido e os países da União Europeia.

“A história não desaparece quando ignorada, a verdade não se enfraquece quando adiada, o crime não apodrece… e a justiça não expira com o tempo” afirmou o Ministro das Relações Exteriores do Gana, Samuel Ablakwa.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse à Assembleia Geral da ONU que são necessárias “nações muito mais ousadas” por parte de mais Estados para enfrentar as injustiças históricas. (Fonte: AlJazeera)

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