A nova gestão do Conselho Municipal de Nampula (CMN) acaba de “destapar o frasco” de um esquema de corrupção que sangra as finanças locais. Cerca de 150 funcionários têm estado a receber salários sem colocar os pés na instituição, gerando um prejuízo mensal estimado em dois milhões de meticais.
Durante a cerimónia de tomada de posse dos novos vereadores, o edil de Nampula, Luís Giquira, revelou dados alarmantes sobre a folha de pagamentos. Segundo o presidente, foram identificados 149 indivíduos que, embora oficialmente desligados das suas funções há mais de dois anos, continuam a beneficiar do erário público de forma irregular.
Para além dos funcionários fantasmas, o edil denunciou uma prática comum entre os que estão no activo, que é a acumulação ilegal de funções. Existem casos de funcionários que detêm até cinco empregos simultâneos. No município, os visados limitam-se a assinar o livro de ponto e abandonam imediatamente o posto de trabalho para atender a outros compromissos privados.
De acordo com a BNBC, este cenário de desmando administrativo exige uma reforma profunda na gestão de Recursos Humanos da “Capital do Norte”. O novo vereador do pelouro, Assane Ussene, já assumiu o compromisso de estancar a hemorragia financeira através de estratégias concretas.
A nova vereação pretende implementar uma fiscalização rigorosa e reforçar o controlo de assiduidade para garantir a responsabilização criminal e administrativa de todos os envolvidos. Esta ofensiva contra a corrupção surge num momento em que a autarquia busca maior eficiência na prestação de serviços básicos aos cidadãos nampulenses, que agora aguardam os resultados práticos desta “limpeza” institucional.
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