Moçambique equaciona abertura de representação diplomática na Guiné Equatorial

Moçambique poderá criar uma representação diplomática na Guiné Equatorial, em resposta às preocupações da comunidade moçambicana residente naquele país, anunciou o Presidente da República, Daniel Chapo.

A possibilidade foi avançada durante a conferência de imprensa de balanço da visita de trabalho àquele país da África Central, que o Chefe do Estado considerou positiva.

Segundo Chapo, a questão foi abordada tanto no encontro com a comunidade moçambicana como nas conversações oficiais com as autoridades locais.

“Estamos a trabalhar para ver como é que podemos dar resposta a esta preocupação”, disse o Chefe do Estado.

O Presidente explicou que o Governo está a analisar diferentes opções para viabilizar a iniciativa, incluindo a criação de um consulado, uma embaixada ou outras formas de representação.

“Vamos tentar reflectir, equacionar e depois tomar uma decisão (…) ou através do consulado ou através de uma embaixada ou através mesmo de um cônsul”, disse.

A preocupação dos cidadãos moçambicanos na Guiné Equatorial está relacionada, sobretudo, com dificuldades no acesso a serviços administrativos essenciais, como a emissão de bilhetes de identidade, passaportes e cartas de condução.

O Chefe do Estado reconheceu a importância de melhorar a assistência à diáspora, sublinhando que a eventual criação de uma representação diplomática visa facilitar o acesso a estes serviços.

Além disso, destacou que a medida poderá contribuir para o reforço das relações bilaterais entre os dois países, incluindo a cooperação económica e institucional.

“Falamos da necessidade de reforçarmos cada vez mais a nossa cooperação (…) entre os nossos dois povos”, afirmou.

Chapo reiterou que o Governo continuará atento às preocupações dos moçambicanos no exterior, considerando-os parte integrante do desenvolvimento nacional.

No âmbito da visita, o estadista participou igualmente na XI Cimeira da Organização dos Estados de África, Caraíbas e Pacífico e manteve encontros com empresários, no quadro da promoção de investimento.

Na ocasião, encorajou o aumento da produção interna como forma de mitigar os efeitos da crise internacional, particularmente associada à situação no Médio Oriente.

“Com o aumento da produção e produtividade não só agrícola, mas também através de produtos internos, das fábricas e outros produtos extremamente importantes, achamos que vamos também diminuir as importações e com a diminuição das importações, consequentemente, também vamos diminuir o impacto, portanto, dos preços no consumo interno”, anotou. (Fonteː AIM)

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