Moçambique e Itália reforçam cooperação económica com promessa de mais investimento
Moçambique e a Itália estão a entrar numa nova fase de cooperação económica, marcada pelo aumento do comércio bilateral, pelo crescimento do investimento directo estrangeiro e pela expansão de projectos estratégicos nos sectores da energia, agricultura, infra-estruturas e transformação digital.
Durante as celebrações do Dia da República Italiana, realizadas esta quinta-feira (04) em Maputo, o Embaixador da Itália em Moçambique, Gabriele Annis, destacou os progressos alcançados nas relações bilaterais ao longo do último ano e reafirmou o compromisso do seu país em aprofundar a cooperação económica com Moçambique.
Segundo o diplomata citado pelo jornal Domingo, o país ocupa actualmente uma posição estratégica no âmbito do reforço do investimento italiano em África.
De acordo com os dados apresentados pelo embaixador, o comércio bilateral entre os dois países ultrapassou os 424 milhões de euros durante os primeiros oito meses de 2025, representando um crescimento superior a 20 por cento em comparação com o período homólogo. Paralelamente, o investimento directo italiano aproximou-se dos 200 milhões de euros, evidenciando a crescente confiança das empresas italianas no mercado moçambicano.
Actualmente, mais de cinquenta empresas italianas operam em Moçambique, abrangendo sectores como energia, construção, infra-estruturas, agro-negócios e serviços industriais. A sua presença tem contribuído para o fortalecimento das relações comerciais, a criação de emprego e o desenvolvimento das cadeias de valor locais.
O sector energético continua a ocupar um lugar central na cooperação económica entre os dois países. A Eni mantém um papel de destaque através dos projectos flutuantes de gás natural liquefeito Coral Sul e Coral Norte.
Em conjunto, estes empreendimentos representam investimentos superiores a 14 mil milhões de dólares e já permitiram a criação de cerca de 1400 postos de trabalho, além de oportunidades contratuais avaliadas em aproximadamente 800 milhões de dólares para empresas moçambicanas.
