O Ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas reuniu-se, esta quinta-feira, 22 de Janeiro, em Maputo, com a Encarregada de Negócios da Embaixada dos Estados Unidos da América, numa audiência centrada na resposta ao alerta vermelho decretado devido às cheias e inundações que afectam várias regiões do país.
Durante o encontro, o Ministro destacou que a prioridade imediata do Governo é fortalecer a capacidade de resgate e resposta humanitária, apelando ao apoio contínuo dos Estados Unidos, incluindo meios como barcos, helicópteros e outros recursos essenciais para proteger vidas humanas.
Para além da resposta urgente, foi apresentado um plano integrado de recuperação e resiliência baseado em cinco pilares estratégicos. O primeiro envolve a recuperação agrícola, com aproveitamento das zonas não inundadas e das áreas mais altas, garantindo sementes e insumos para uma segunda época agrícola robusta assim que as águas baixem.
O segundo pilar centra-se na sanidade animal e vegetal, visando combater rapidamente pragas e doenças que surgem após eventos extremos e proteger a segurança alimentar.
O terceiro eixo aborda a reposição da capacidade produtiva, incluindo equipamentos como tractores e motobombas, em articulação com lideranças locais e produtores afectados.
O quarto pilar prevê reforço institucional e assistência técnica, reconhecendo que, após a emergência, o sector terá um volume significativo de trabalho que exigirá capacitação e coordenação eficaz.
Por fim, o quinto pilar destaca a expansão da produção agrícola nacional como meio de garantir alimentação, criar empregos e reforçar a resiliência económica do país face às mudanças climáticas.
A Encarregada de Negócios dos EUA reforçou que Moçambique é um parceiro estratégico, agradecendo a abertura do Governo para o diálogo e construção de soluções conjuntas. Destacou ainda o potencial norte-americano no sector agrário, desde maquinaria e sementes melhoradas a tecnologias genéticas, sublinhando a importância de regras claras e consistentes para atrair investimentos sustentáveis.
No final, ambas as partes manifestaram satisfação pelo nível de cooperação, reiterando o compromisso de continuar a trabalhar de forma coordenada na resposta às cheias e na recuperação sustentável do sector agrícola, promovendo emprego, segurança alimentar e desenvolvimento nacional.