O Médio Oriente vive, nos últimos dias, uma situação de conflito armado desencadeado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão. Debaixo de mísseis que invadem os céus da capital de Israel estão alguns moçambicanos.
Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos da América, assumiu a autoria dos ataques e, após a morte do maior líder religioso do Irão, Ali Khamenei, disse que não vai parar com os bombardeios até alcançar os objectivos americanos.
Um cidadão moçambicano a trabalhar em Telavive, Israel, revelou que ainda não foi contactado pelo consulado moçambicano naquele país. Ele também disse que não o fez, considerando ainda existir segurança para si e outros compatriotas.
“[Existe cá] um consulado de Moçambique. O consulado ainda não me contactou. Também não contactei ao consulado. Se alguma coisa sair do controle poderei, por ventura, contactá-los. Mas, por enquanto, eu sinto que há segurança para todos, para mim e outros meus colegas moçambicanos que cá estamos a trabalhar” disse Assane Manjaua, citado ontem, pela Televisão de Moçambique, em um vídeo amador gravado na capital israelense.
Outro cidadão moçambicano em Telavive, Alberto Fuiath, disse que após o início dos bombardeios a Israel viram-se obrigados a refugiar-se em abrigos subterrâneos “bunkers” para proteger a sua integridade. E, enquanto falava sobre o cenário no país, o vídeo amador captou a passagem de mísseis balísticos a rasgar o céu daquela cidade.
“Não é o único [bunker]. Há lá vários, mas optamos e vir aqui porque é o que está mais próximo da nossa residência” explicou.
Sabe-se que existem vários moçambicanos a trabalhar nos países do Médio Oriente e todos estão, de alguma forma, impedidos de sair do país uma vez que companhias aéreas evitam, a todo o custo, sobrevoar a região.