O Ministério da Saúde (MISAU) assegura que está a acompanhar de perto o caso da morte de uma parturiente e do seu recém-nascido, ocorrido recentemente no Hospital Provincial de Chimoio, na província de Manica, e reiterou a sua política de tolerância zero a práticas que comprometam a qualidade dos cuidados de saúde.
Em comunicado divulgado esta quarta-feira, o sector refere que o caso ganhou visibilidade após a circulação de informações nas redes sociais, apontando para alegada negligência durante o atendimento à paciente.
Dados preliminares indicam que a utente deu entrada na unidade sanitária no dia 5 de Abril, por volta das 16 horas, tendo evoluído para óbito cerca da meia-noite, juntamente com o bebé.
Face à situação, as autoridades sanitárias dizem ter accionado mecanismos imediatos para o esclarecimento do caso, incluindo a suspensão preventiva da equipa em serviço, a abertura de um processo de averiguação e a comunicação às entidades competentes, com destaque para o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e a Procuradoria da República.
O MISAU sublinha que não serão toleradas condutas que violem os princípios éticos, deontológicos e profissionais no sector da saúde, reafirmando o compromisso do Governo com a prestação de serviços seguros, humanizados e de qualidade.
“O Ministério acompanha de perto o desenrolar do processo e assegura que todas as responsabilidades serão apuradas nos termos da lei”, refere o comunicado.
O sector apela ainda aos utentes, familiares e à sociedade em geral para denunciarem, sem receio, quaisquer práticas de mau atendimento nas unidades sanitárias, como forma de contribuir para a melhoria contínua dos serviços de saúde no país.
Na mesma nota, o Governo reafirma que a dignidade humana, o respeito pela vida e o atendimento humanizado constituem pilares fundamentais do Serviço Nacional de Saúde.
O Ministério da Saúde termina manifestando pesar pela ocorrência e apresentando condolências à família da vítima.