“Maragra” vai continuar encerrada por mais dois anos devido às cheias e inundações

A retoma da produção na açucareira da Maragra, na província de Maputo, voltou a ser adiada para os próximos dois ou três anos, devido ao impacto das últimas cheias e inundações sobre o canavial.

Em entrevista concedida ao “Notícias”, o presidente do município da vila da Manhiça, Luís Munguambe, afirmou que os campos da ‘Maragra’ estão completamente inundados. Disse que os produtores da cana também ficaram com os campos inundados.

“Esperava-se que este ano a empresa pudesse ter uma campanha, depois da longa paralisação. Segundo os proprietários, a instituição está em condições de retomar, mas não há cana”, explicou, durante a entrevista enfatizando que com os campos alagados não é possível voltar-se a produzir nos próximos meses.

De acordo com a mesma  fonte, serão necessários no mínimo, dois ou três anos para se começar a pensar numa campanha.

“Os campos vão ficar sem cana porque até hoje prevalecem níveis consideráveis de água nos campos agrícolas. Toda a produção está perdida”, esclareceu.

Munguambe admitiu ainda que a perda do canavial constitui um golpe para os cidadãos que esperavam pela readmissão na produtora de açúcar, pois verão o processo mais uma vez adiado.

A unidade de fabrico de açúcar interrompeu as actividades para reparar e substituir equipamentos obsoletos. Mas também, os trabalhos se mantiveram inactivos por conta do alagamento dos campos de produção devido ao impacto das chuvas. Desde então, cerca de cinco mil colaboradores perderam seus postos de trabalho.

Segundo a publicação, a empresa foi lesada, também, em outros aspectos como sistemas de irrigação, electrificação, drenagem e equipamentos de processamento de produção.

Na altura, a empresa também perdeu cerca de 470 mil toneladas de cana-de-açúcar. Cerca de cinco mil colaboradores perderam seus postos de trabalho.

Para fazer face a todos estes desafios e concluir o processo de reabilitação, a “Maragra” necessitava de pelo menos 100 milhões de dólares.

Imagem DR

Deixe um comentário