LAM garante “normalidade” após detenção de ex-gestores

A Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) emitiu esta quinta-feira um comunicado onde reage à detenção dos seus antigos diretores, ocorrida na véspera, assegurando que o processo de reestruturação em curso “decorre com normalidade” e que a companhia se mantém “estável” a operar regularmente.

Em resposta à vaga de detenções que atingiu antigos quadros superiores da empresa, a transportadora de bandeira moçambicana veio a público afirmar que está a “acompanhar, com a devida atenção, a evolução dos processos actualmente em investigação” pelo Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), garantindo estar a colaborar com as autoridades “no que lhe compete”.

No documento, a empresa faz questão de sublinhar que o objeto da investigação se “reporta a períodos anteriores” à atual gestão, procurando assim demarcar-se dos factos em apuramento. A LAM reforça que a atual fase de reestruturação não sofreu qualquer abalo, decorrendo “em conformidade com os planos e prazos adoptados”.

“A empresa mantém-se estável e a operar regularmente, assegurando a continuidade dos seus serviços com regularidade, segurança e compromisso para com os seus passageiros e parceiros”, lê-se na nota oficial divulgada esta manhã.

A posição pública surge 48 horas após o próprio GCCC ter anunciado a existência de cinco investigações criminais relacionadas com a gestão da companhia e um dia depois de uma operação que levou à detenção de antigos diretores, incluindo o ex-Diretor-Geral, João Carlos Pó Jorge, e o ex-Diretor de Operações, Hilário Tembe, entre outros.

Imagem: DR

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