Os jornalistas e todos trabalhadores do jornal Diário de Moçambique, com sede na cidade da Beira, província de Sofala, paralisaram todas as actividades por um período de sete dias, a contar a partir desta segunda-feira (12).
Segundo o anúncio dos Comités Sindicais e SINTIQUIAF, os jornalistas reivindicam o pagamento incondicional dos salários referentes aos meses de Outubro, Novembro e Dezembro do ano passado.
O documento informa ainda que a greve pode ser prorrogada enquanto não for satisfeita a reivindicação integral da classe.
A gestão do jornal foi cedida ao Grupo Académica pelo Estado, há sensivelmente 25 anos.
O Diário de Moçambique é um jornal com uma história rica e profunda, que remonta à época colonial, fundado na Beira, em 1950, pelo bispo católico D. Sebastião Soares de Resende, tornando-se um jornal importante por suas críticas ao regime colonial português, sendo vendido em 1969 e apoiado pelo governo na época para a compra por Jorge Jardim, posteriormente nacionalizado pelo Estado Moçambicano, e é o único diário físico publicado fora da capital, Maputo.
O Diário de Moçambique foi um instrumento importante na luta pela independência e desenvolvimento de Moçambique, e continua a ser um dos principais veículos de informação do País.
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