A intervenção intempestiva da Procuradoria-Geral da República (PGR) para tentar travar o encerramento da Mozal revela fragilidades institucionais de Moçambique, segundo o activista dos direitos humanos, Adriano Nuvunga.
Em uma carta dirigida ao Procurador Geral da República, Américo Letela, expressa a sua indignação pelo facto de a PGR ter avançado com um processo após vários meses de debate sobre o caso, o incluindo as suspeitas de o processo estar a servir interesses privados sob a capa do Estado moçambicano.
O activista entende que “a PGR optou por não agir”, alertando para consequência como a fragilização da instituição, inclusive perante a confiança do cidadão, e a retracção de investidores para o país.
“É por isso que investidores fogem do país. Não fogem apenas do risco. Fogem da incerteza. Sem uma explicação clara, essa intervenção, Senhor Procurador-Geral da República, não reforça a legalidade – expõe a fragilidade institucional” lê-se no documento publicado na sua página do Facebook.
PGR trava suspensão da Mozal: Decisão é ilegal e constitui vício grave