Hospital Central de Quelimane remove tumor de 8 quilos e devolve esperança a jovem de 22 anos

Uma intervenção cirúrgica de elevada complexidade devolveu saúde e tranquilidade a uma jovem de 22 anos no Hospital Central de Quelimane (HCQ), na província da Zambézia. A operação resultou na remoção bem-sucedida de um tumor abdominal com cerca de oito quilogramas.

A cirurgia foi liderada pela médica-cirurgiã Cíntia Isabel Alfredo Inguane Cinco Reis, recém-graduada em pós-graduação em Cirurgia Geral a 28 de Novembro de 2025, que assume já protagonismo em casos de elevada exigência técnica.

A paciente, proveniente do distrito de Pebane, deu entrada no HCQ com acentuada distensão abdominal e um historial clínico de aproximadamente três anos. No último ano, durante uma consulta pré-natal numa unidade sanitária local, chegou a ser informada de que poderia estar grávida. Contudo, a persistência e o agravamento do aumento abdominal levantaram suspeitas, culminando na sua transferência para cuidados diferenciados.

Após avaliação clínica detalhada, exames laboratoriais e imagiológicos, a equipa médica concluiu tratar-se de um tumor abdominal, concretamente um volumoso quisto do ovário esquerdo. No dia 23 de Fevereiro de 2026, a jovem foi submetida a uma laparotomia que permitiu a remoção total da massa tumoral.

“Tratava-se de um poliquisto do ovário esquerdo, pelo que realizámos uma ooforectomia esquerda”, explicou a cirurgiã responsável pelo procedimento.

A evolução pós-operatória foi considerada satisfatória e a paciente recebeu alta clínica no dia 2 de Março de 2026, regressando ao seu distrito de origem já restabelecida. Emocionada, Tranzila Eusébio contou que o inchaço abdominal a levou, durante anos, a acreditar que estivesse grávida. “Hoje sinto-me aliviada e profundamente agradecida a toda a equipa médica”, afirmou.

Na ocasião, a médica reforçou o apelo às mulheres em idade fértil para a realização de ecografia pélvica pelo menos uma vez por ano, sublinhando que o diagnóstico precoce pode ser determinante no tratamento de patologias ginecológicas. “Perante qualquer sinal fora do habitual, a ida imediata à unidade sanitária é fundamental”, alertou.

Num ambiente de satisfação e sentido de missão cumprida, a equipa destacou que o sucesso da intervenção é resultado do trabalho coordenado entre os profissionais de cirurgia, anestesia e bloco operatório, reafirmando o compromisso com uma assistência médica de qualidade e com a formação contínua dos quadros de saúde.

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