HCB regista lucro de 112 milhões de dólares no seu exercício económico de 2025
A Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) anunciou ter alcançado receitas na ordem de 344 milhões de dólares e um resultado líquido de 112 milhões de dólares no seu exercício económico referente ao ano passado. Segundo a empresa, este resultado reflecte uma gestão prudente dos recursos hídricos e financeiros.
Apesar de um ambiente de crise hidrológica, a HCB refere ter conseguido produzir um total de 10 921 GWh, mantendo todos os seus compromissos comerciais no que ao fornecimento de energia eléctrica à região diz respeito.
“O fornecimento da corrente eléctrica à Electricidade de Moçambique (EDM), à Electricity Supply Commission da África do Sul (Eskom), à Zimbabué Electricity Supply Authority (ZESA) e aos mercados da Southern Africa Power Pool (SAPP), se manteve inalterado, assegurando desta forma, a segurança energética do País e da região”, refere a hidroelectrica em nota.
Adicionalmente, a empresa conseguiu entregar ao Estado, cerca de 300 milhões de dólares por meio de impostos, taxas e dividendos, reforçando o seu papel como activo estratégico para a economia nacional e para a estabilidade energética do País.
“A exportação de energia continuou a desempenhar um papel relevante na geração de divisas, contribuindo para a robustez da balança de pagamentos do País”, assinalou o presidente do Conselho de Administração da HCB, Tomás Matola.
A empresa salienta igualmente que o ano de 2025 ficou marcado por desafios operacionais decorrentes da redução contínua do armazenamento de água na Albufeira de Cahora Bassa, que, no final da época chuvosa 2024/2025, se situava em 26,01%.
“Em resposta, a empresa implementou um programa de restrição e recuperação que permitiu melhorar os níveis de armazenamento para 27,23% a 31 de Dezembro de 2025, acima dos 21,19% registados no período homólogo de 2024, sinalizando uma trajectória de recuperação”, lê-se na nota da HCB.
Paralelamente, a HCB afirma que deu continuidade aos projectos de manutenção e modernização do sistema electroprodutor, com destaque para a reabilitação da Central Sul e da Subestação Conversora do Songo, bem como para iniciativas de expansão, incluindo a Central Norte e a Central Fotovoltaica, com vista ao reforço da capacidade de produção e diversificação da matriz energética.
Apesar do contexto hidrológico adverso, em 2025, a empresa enfatiza que manteve a sua solidez e robustez, demonstradas pelos seus indicadores económico-financeiros, nomeadamente: liquidez geral na ordem dos 20,4; solvabilidade de 41,5 e autonomia financeira de 97,6%.
(Foto DR)
