Em Maputo, o presidente da Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM), Anselmo Muchave, anunciou hoje, em conferência de imprensa, a extensão da greve dos trabalhadores da saúde por mais 30 dias. A paralisação, que já se arrasta há um mês, só será suspensa quando as principais reivindicações da classe forem atendidas, afirmou, segundo a DW.
Segundo a associação, cerca de 700 pessoas terão perdido a vida nos últimos 30 dias devido à falta de serviços de saúde regulares, numa situação que agrava ainda mais a já frágil capacidade do sistema sanitário nacional.
Os profissionais exigem melhores condições laborais, equipamentos médico‑cirúrgicos adequados e uma resposta urgente à escassez de medicamentos que tem deixado muitos pacientes sem tratamento. A APSUSM sublinha que a continuação da greve é um último recurso face à falta de progressos nas negociações com as autoridades de saúde.
O prolongamento da paralisação coloca o Governo sob crescente pressão para encontrar soluções que evitem mais perdas de vidas e a deterioração das condições de saúde pública.