O Governo ainda não tem um valor final necessário para o pacote de reconstrução das infraestruturas destruídas pelas cheias e inundações que atingiram o país no início do ano e provocaram mais de 200 mortes.
A informação foi avançada pelo ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salimo Valá, na cidade de Maputo, à margem do lançamento de um projecto de reconstrução da província de Cabo Delgado, financiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento.
De acordo com a fonte, o Executivo continua a realizar avaliações detalhadas dos danos causados pelas intempéries.
O governante diz estar em curso um trabalho com parceiros internacionais na elaboração de um plano global de reconstruções pós-cheias e ciclones, mas os dados ainda não estão totalmente consolidados.
“As equipas técnicas continuam no terreno a avaliar os prejuízos em vários sectores, incluindo agricultura, comércio, indústria, infraestruturas rodoviárias e serviços públicos”.
A fonte disse ainda que as análises abrangem os impactos em sistemas de abastecimento de água, escolas, unidades sanitárias e bens das famílias afectadas.
“Estamos ainda a fazer o apuramento com rigor. Em momento oportuno o Governo irá apresentar o balanço global e o custo total da reconstrução”, afirmou Valá.
O governante fez saber ainda que o plano em elaboração deverá incluir cinco pilares prioritários, entre os quais: recuperação e assistência às populações afectadas, alojamento temporário e alimentação para famílias deslocadas.
Em termos de infraestruturas, o plano engloba a reabilitação de estradas e pontes, escolas e unidades de saúde e restauração dos sistemas de abastecimento de água e outras infraestruturas essenciais.