O Governo vai aplicar cerca de 33 milhões de dólares nas obras de intervenção de emergência em estradas danificadas pelas cheias e inundações registadas em Janeiro, no País. Segundo o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, as intervenções de emergência serão feitas em troços considerados críticos.
Falando, ontem (23), no Programa Cartas na Mesa da Rádio Moçambique, João Matlombe sublinhou que “se aguarda, neste momento, pelo fim da época chuvosa para o início das obras”.
Devido às chuvas que têm caído um pouco por todo o País, dezenas de estradas voltaram a ficar intransitáveis ou com transitabilidade condicionada em várias províncias, sobretudo na província de Gaza, que tem sido uma das mais assoladas.
De acordo com a Carta de Moçambique, que cita dados da Administração Nacional de Estradas (ANE), naquela província do sul do País, a estrada R856, que liga os distritos de Chókwè e Guijá, encontra-se intransitável devido ao galgamento da plataforma em virtude do aumento do nível do escoamento das águas.
Está igualmente intransitável a estrada N221 na baixa de Nkoluane, entre Caniçado e Chinhacanine, devido ao galgamento da plataforma. “Com este cenário, a sede do distrito de Guijá volta a estar isolada do resto da província, devido ao galgamento dos pavimentos das estradas R856: Chókwè-Guijá, e N221: Chibuto-Guijá, na província de Gaza”, refere a ANE, em comunicado emitido no dia 20 passado.
Entretanto, uma semana antes, a ANE informou que, na província de Gaza, encontrava-se também intransitável a estrada Ndonga/Ndindiza devido a dois cortes de aproximadamente 7 metros no Km 11. Já na N1, entre Xai-Xai e Zandamela, a instituição informou que a transitabilidade encontrava-se condicionada devido à infra-escavação na zona da berma, em Chidenguele, no Km 64. A N222, que liga Mapai e Maxaila, encontra-se intransitável devido ao galgamento da plataforma nos Km 60, 64 e na zona do Km 80.
Ainda em Gaza, a ANE informou que a EN220, entre Chissano e Chibuto encontrava-se com transitabilidade condicionada a viaturas com suspensão alta e tração às quatro rodas, devido ao elevado teor de humidade e aos solos escorregadios. Como vias alternativas, a ANE apontou a N1 entre Chissano e Chongoene e N102 entre Chongoene e Chibuto.
Em Inhambane, até ao dia 11 de Março corrente, a ANE contabilizou quatro estradas, sendo duas transitáveis e outras intransitáveis. Trata-se da R901 no cruzamento com a N242, com transitabilidade condicionada devido à erosão e iminência de corte no km 5. A R902 liga Morrumbene e Mocodoene e encontrava-se com transitabilidade condicionada no Km 17 devido à erosão no aqueduto.
Já a estrada Chidjinguir/Mubalo encontra-se intransitável devido ao galgamento em quatro pontos (km 10, 13 e 17), à cedência de solos no acesso ao aqueduto no km 8, erosão e ao corte próximo à câmara de empréstimo no km 24. Naquela província, a ANE apontou a intransitabilidade da R483 que liga Inharrime e Panda devido ao corte da estrada no km 12.
Na província de Tete, a ANE apontou a transitabilidade condicionada da N322 que liga Madamba, Mutarara e Rio Chire viaturas de tração a quatro rodas nos km 36, 100, 110 e km 116. Face ao período chuvoso, a ANE apela aos automobilistas a programar as deslocações e o transporte de passageiros, bem como a evitar a circulação de veículos com peso total acima de 10 toneladas em estradas terraplanadas.
As chuvas intensas que têm vindo a cair em quase todo país estão a causar danos severos em estradas da província do Niassa, o que está a condicionar a transitabilidade em algumas vias. Até quinta-feira passada, por exemplo, a N13 (Mandimba/Cuamba) estava em situação de intransitabilidade devido ao galgamento da plataforma nos rios Muanda e Lussengasse.
A N13 estava igualmente intransitável entre Cuamba e Malema (Nampula) devido à erosão e ao arrastamento de manilhas no desvio da estrada em construção do lado de Malema e ao transbordo do rio Namutibua no Km 5+000. A R720, que liga os distritos de Cuamba e Mecanhelas, também está intransitável devido ao galgamento da plataforma, provocado pelo transbordo do Rio Muanda e pela subida do caudal no povoado de Caronga, no distrito de Mecanhelas.
(Foto DR)