Governo esta a mobilizar junto de parceiros 250 milhões de dólares para financiar a cadeia de valor, abrangendo agricultores familiares, pequenas e médias empresas e grandes produtores.
A informação foi avançada nesta quinta-feira, 16 em Maputo, pelo secretário permanente do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, Acubar Baptista.
Para o efeito, segundo avançou Acubar Baptista, neste momento estão em andamento negociações com parceiros internacionais, incluindo o Banco Mundial, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e o Banco Africano de Desenvolvimento.
Baptista falava à margem do I Congresso “Cultivar o Futuro: Inovação, Tecnologia e Governação na Agricultura”.
“Estamos numa fase avançada de mobilização de financiamento, com uma carteira inicial estimada em cerca de 250 milhões de dólares”, disse o governante.
Num outro desenvolvimento, o responsável garantiu que o Governo está a implementar medidas de emergência para apoiar produtores afectados pelas cheias registadas desde o início do ano, cujos prejuízos estão avaliados em cerca de 400 milhões de meticais.
Por seu turno, a embaixadora de Espanha em Moçambique, Teresa Vidal, reafirmou o compromisso do seu país em apoiar a modernização da agricultura.
“A agricultura é fundamental não só para a segurança alimentar, mas também para o desenvolvimento do comércio e das exportações”, afirmou.
Segundo a diplomata, a cooperação entre Espanha e Moçambique neste domínio dura há cerca de 50 anos.
No âmbito desta parceria, será implementado um projecto de inovação tecnológica para monitorar a produção agrícola através de ferramentas digitais.
O director da organização não-governamental espanhola CESAL, Marcos Garrido, explicou que a iniciativa terá duração de dois anos e um orçamento de cerca de 500 mil euros.
A ferramenta permitirá acompanhar o estado das machambas com recurso a imagens de satélite, reduzindo custos de deslocação ao terreno.
a fonte esclareceu que numa fase inicial, o projecto será implementado nas províncias do Niassa, Cabo Delgado, Gaza e Maputo, com perspectiva de expansão para outras regiões do país.