Governo lança concurso internacional para revolucionar transportes em Maputo e Beira

O Conselho de Ministros aprovou esta terça-feira, 24 de março, uma resolução decisiva para o futuro da mobilidade nas duas maiores áreas metropolitanas do país. O plano foca-se na modernização das infraestruturas e na concessão de novos projetos de transporte público urbano.

O Governo de Moçambique deu hoje um passo estratégico para mitigar a crise de transporte que afeta diariamente milhares de cidadãos. Durante a reunião do Conselho de Ministros, foi formalmente aprovada a resolução que autoriza o Ministério dos Transportes e Logística liderado por João Matlombe a avançar com um Concurso Público Internacional. Esta iniciativa visa a concessão de projetos estruturantes de melhoria do transporte público urbano, com especial incidência na capital e no centro do país.

A medida concentra-se prioritariamente na Área Metropolitana de Maputo e na Cidade da Beira, regiões que enfrentam desafios crónicos de congestionamento e insuficiência de frota. Com este novo enquadramento legal, o executivo procura atrair investidores internacionais com capacidade técnica para implementar soluções de transporte em massa e renovar os sistemas de gestão de tráfego.

Entre as metas centrais desta iniciativa estão a implementação de corredores de transporte mais ágeis, a expansão significativa da frota de autocarros e a criação de uma rede logística integrada que facilite a ligação entre os diferentes bairros periféricos e os centros económicos das cidades.

O setor dos transportes tem sido uma das prioridades na agenda de infraestruturas do país. A aprovação desta terça-feira sinaliza uma postura firme do Governo na busca por soluções de longo prazo, afastando-se de medidas temporárias. A abertura para o mercado internacional sugere uma aposta na transferência de tecnologia e em padrões de serviço mais elevados para o utilizador final.

Espera-se que os detalhes técnicos e o caderno de encargos do concurso sejam disponibilizados nas próximas semanas. Esta decisão surge também num contexto de reforço da segurança rodoviária e de otimização dos recursos públicos destinados à mobilidade urbana sustentável.

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