O governo aprovou a Estratégia de Continuidade e Sustentabilidade de Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais, Financiamento ao Terrorismo e Proliferação de Armas de Destruição em Massa, bem como o respectivo Plano de Acção para o período 2026-2030.
A informação foi avançada pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, durante a 7ª sessão ordinária daquele órgão, realizada nesta terça-feira em Maputo.
Segundo explicou o porta-voz, a estratégia visa assegurar a continuidade da conformidade e da eficácia do país no cumprimento dos padrões internacionais estabelecidos pelo Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI).
O documento pretende reforçar a integridade e a estabilidade do sistema financeiro moçambicano através de uma abordagem abrangente e sustentável.
Impissa disse ainda que a estratégia envolve vários sectores, incluindo ministérios, autoridades de supervisão financeira, instituições financeiras, autoridades de aplicação da lei, organizações sem fins lucrativos, actividades e profissões não financeiras designadas, bem como o sector privado.
A aprovação do instrumento enquadra-se nos esforços do país para consolidar os progressos alcançados após a saída de Moçambique da chamada “lista cinzenta” internacional em Outubro de 2025, referiu o governante.
Refira-se que o país esteve na lista cinzenta durante quase quatro anos devido a deficiências no combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo.
A decisão da retirada do país da lista cinzenta resultou da avaliação positiva das reformas implementadas pelo Governo em resposta às recomendações formuladas pelo GAFI, entre as quais o maior fortalecimento da supervisão financeira; melhoria da coordenação interinstitucional e monitoria eficaz das Organizações Não-Governamentais e da sociedade