As Forças de Defesa e Segurança (FDS) estão a ser capacitadas para aprender a gerir manifestações ao mesmo tempo que respeitam os direitos humanos, revelou, ontem, a Primeira Ministra.
Segundo Benvinda Levi, citada pela Agência de Informação de Moçambique (AIM) esse programa, que inclui agentes das Forças Armadas de Defesa de Moçambique e da Polícia da República de Moçambique, visa resgatar a confiança da população nas instituições pública, no que concerne ao respeito pelas liberdades fundamentais e direitos humanos.
A actuação das FDS é frequentemente criticada pela sociedade civil, sobretudo, em períodos eleitorais, como os de 2023 e 2024/25. Só entre Outubro de 2024 e Março de 2025, a sociedade civil moçambicana estima que, em decorrência do modus operandi das FDS, morreram mais de 500 pessoas, e foram detidas mais de 2700 pessoas. O Governo, em Fevereiro de 2025, estimou terem sido mortas 80 pessoas. Em Fevereiro deste ano, a Plataforma Decide, revelou que a Procuradoria Geral da República confirmou, devidamente, 416 mortes. Em Dezembro de 2025, organizações da sociedade civil exigiram informações detalhadas dos dados das violações de direitos humanos durante as manifestações pós-eleitorais de 2024.