Um empresário do distrito de Chókwè afirma ter perdido cerca de 100 milhões de meticais na sequência da vandalização e saque de cinco dos seus estabelecimentos comerciais, ocorridos a 16 de Janeiro, no auge das cheias que afetaram a região.
Segundo o empresário citado pela Livenews, a situação deteriorou-se quando as águas da enchente atingiram o município. “Tínhamos colocado os nossos bens nas prateleiras mais altas e alguns dentro das casas, numa tentativa de os proteger da água. No entanto, começaram a formar-se multidões armadas com catanas e facas”, relatou.
O comerciante denuncia ainda alegada falta de intervenção por parte das autoridades. Apesar das tentativas de contacto com a polícia, a resposta recebida terá sido que a situação estava sob controlo. “Diziam para não nos preocuparmos, mas não estava nada sob controlo. Foram os primeiros a abandonar Chókwè e nós, comerciantes, ficámos entregues à nossa sorte”, acrescentou.
Com o cair da noite, as multidões terão iniciado o saque aos estabelecimentos, pondo em risco a vida da família do empresário e dos seus funcionários. “Todos tiveram de fugir na escuridão da noite, com a água a atingir quase dois metros de altura”, contou.
No total, cinco lojas foram afectadas: duas ferragens, duas lojas de electrodomésticos e uma mercearia, resultando em perdas significativas de mercadorias e equipamentos.
O empresário apelou às autoridades para o reforço da segurança em situações de calamidade natural e para a criação de mecanismos de apoio aos comerciantes afectados, sublinhando que, além das cheias, a vandalização agravou ainda mais o impacto económico da tragédia em Chókwè.
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